terça-feira, 7 de julho de 2015

Resenha: Convergente - Veronica Roth

Olá meninas, tudo bem? Espero que sim!
Bom, Hoje vamos para mais uma resenha da trilogia Divergente. Neste último livro muitas coisas inesperadas acontecem e apesar de ser uma leitura um pouco mais pesada do que os livros anteriores, a autora consegue finalizar a série com sucesso e com a minha aprovação total!
Vamos à resenha...

Livro: Convergente
Autor(a): Veronica Roth
Páginas: 528
Editora: Rocco

 A sociedade baseada em facções, na qual Tris Prior acreditara um dia, desmoronou - destruída pela violência e por disputas de poder, marcada pela perda e pela traição. Portanto, diante da chance de explorar o mundo além dos limites que ela conhecia, Tris não hesita. Talvez, assim, ela e Tobias possam ter uma vida simples e nova juntos, livres de mentiras complicadas, lealdades suspeitas e memórias dolorosas. No entanto, a nova realidade de Tris torna-se ainda mais alarmante do que aquela deixada para trás. Antigas descobertas rapidamente perdem o sentido. Novas verdades explosivas transformam os corações daqueles que ela ama. Então, mais uma vez, Tris é obrigada a compreender as complexidades da natureza humana enquanto convergem sobre ela escolhas impossíveis que exigem coragem, fidelidade, sacrifício e amor. Narrado sob uma emocionante perspectiva dupla, Convergente conclui de maneira poderosa a série que alcançou o primeiro lugar na lista de bestsellers do New York Times, na qual Veronica Roth revela os segredos do mundo distópico que cativou milhões de leitores com Divergente e Insurgente.


Após ouvirem o que Edith Prior deixou em seu vídeo e saberem que existia algo além das cercas, e que era hora dos Divergentes saírem rumo à ela, o caos foi instalado. Evelyn não perdeu tempo em colocar o seu poder à mostra junto com os sem facções para impedir que isso acontecesse. Ditou novas regras e implantou um novo governo tirano para que ninguém ultrapassasse a cerca. Do outro lado, os Leais (Allegiant, no original), rebeldes que eram contra os ideais de Evelyn e estavam dispostos a derrubarem esse governo e saberem o que realmente existia além da cerca. Em meio a todo esse caos, ainda haviam dúvidas sobre qual era a melhor saída. Ir em busca do desconhecido tendo como informação somente o que Edith Prior disse ou continuar na cidade e tentar controlar a situação. Uma decisão nada fácil.

Um grupo foi escolhido pelos Leais para descobrirem o que acontecia do outro lado de Chicago, entre eles, Christina, Uriah, Tori e claro, Tris e Tobias. A partir daí, é onde a história realmente se desenvolve. Eles não faziam ideia do que existia após a cerca que separa os dois mundos, e a descoberta foi chocante para todos eles. Tris começa a descobrir mais sobre o seu passado, tentando entender até que ponto, tudo o que viveu até ali era real ou somente um jogo de manipulação. Tobias, entra em conflito após saber mais sobre si mesmo e tentar descobrir quem realmente é em meio a tudo o que estava acontecendo. 

Convergente é narrado pelo ponto de vista de Tris e Tobias, em cada novo capítulo é identificado quem está falando. Os dois têm visões parecidas dos acontecimentos, algumas vezes pensei até que fosse Tris falando, em vez de Quatro, mas é possível perceber o motivo pelo qual cada um está lutando. Os sentimentos entre os dois estão mais claros. Roth colocou mais romantismos entre o casal, há momentos em que o aspecto forte e guerreiro dos dois é colocado de lado e contemplamos cenas com mais ternura e amor. É perceptível o amadurecimentos deles tanto como casal, como individual. Depois de tudo o que viveram e pelo que passaram, apesar de serem jovens, a forma de pensar e o modo de encarar as situações não continuaram da mesma forma, claro que não continuaria.

Ao contrário de Insurgente, Convergente não está centrado em momentos de lutas e batalhas com perdas, não que isso não exista nesse livro, existe, com certeza existe. Mas ele está mais focado em explicar como tudo começou e como chegou até ali. E falando em Convergente, não preciso nem dizer que a escolha dos fãs para o nome do livro não foi certa. O fato de ter um título que combine com o resto da trilogia é o único ponto positivo, não tem nada mais que isso. Convergente não descreve a força de uma revolução como Divergente e Insurgente, no caso do terceiro livro da série, quem descreve perfeitamente essa revolução é a palavra Leais.

Apesar de ter amado o livro, terminei a leitura com algumas dúvidas. Até agora quero entender como funcionava a mente de Tris, porque ela conseguia ser imune a tantos testes. Mas Roth fez um excelente trabalho com os seus personagens e sua escrita realista. De certo modo, todos tiveram a sua importância e marcaram a história, todos lutaram em favor do seu ponto de vista, por isso conseguimos encontrar tantos elementos a serem discutidos como a manipulação, o jogo de poder, mentiras em prol "de um bem maior" ou, até onde podem.

E sobre o final, só posso dizer que Veronica teve muita coragem para fazer o que fez e compreendo que foi necessário, pelo realismo, que desde Divergente foi característica da autora. Ninguém sai completamente ileso de uma guerra.

Agora, se vale a pena ler o livro? Com certeza! O sucesso da trilogia, nesse caso, não pode ser desmerecido. Convergente fecha com grandes revelações, atos que deixarão o leitor de boca aberta e sem acreditar no que está acontecendo.os acreditar no que nos é imposto. No final, compreendemos que sempre há um motivo por trás de qualquer ato, seja ele heroico ou tirano, sensato ou insano.

Bom pessoal, por hoje é só. Amei o livro, mas achei que poderia fazer jus ao titulo ou o titulo fazer jus ao livro. Também achei uma leitura mais difícil por conter muitos detalhes acaba sendo um tanto cansativo, mas ok. Espero que tenham gostado da resenha.
Deixem nos comentário o que acharam do livro (opiniões positivas e negativas). 
ARRASEM. Beijos da Gabi.